Mini-MBA em
Bioeconomia e Inovação

2ª Turma

Data:
5, 17 e 26 de maio, 2 e 9 de junho.
das 9h às 18h

Local:
CNI - Ed. Berrini Park
Rua Surubim, 504 - 7º andar - Brooklin Novo, São Paulo - SP, 04571-050 Ver o mapa

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Apresentação

O programa de Capacitação em Bioeconomia e Inovação foi desenvolvido pelo Grupo de Estudos em Bioeconomia da Escola de Química da UFRJ. Sua primeira edição foi realizada em junho de 2016 no Rio de Janeiro, com o apoio da ABBI, e contou com a participação de 15 profissionais de diversas instituições ligadas à bioeconomia tais como BNDES, FINEP, ABIQUIM, INPI, SEBRAE e UFRJ. Uma versão curta do programa foi realizada com o patrocínio da CNI em Brasília em novembro de 2016.

A segunda turma do programa, uma realização conjunta do Grupo de Estudos em Bioeconomia da Escola de Química da UFRJ, da ABBI e da CNI, com o apoio da ABIQUIM, ABAG, ABIHPEC e itehpec, será oferecida em São Paulo nos meses de maio e junho de 2017.

Objetivos

Apresentar a dinâmica tecnológica e de inovação que envolve a formação da indústria baseada em matérias-primas renováveis na perspectiva da bioeconomia;

Identificar e analisar as dimensões-chave da construção da bioeconomia: matérias-primas, produtos, tecnologias e ambiente institucional e regulatório;

Identificar os atores chave envolvidos na bioeconomia e discutir suas estratégias;

Propor uma base de conhecimentos que permita compreender e analisar a formação da bioeconomia a partir da indústria baseada em matérias-primas renováveis.

Formato

O programa será desenvolvido em 10 sessões, agrupadas em 5 dias nos períodos da manhã e da tarde. Cada sessão terá a duração de 4 horas-aula. A última sessão será um workshop para aplicação dos conceitos apresentados ao caso brasileiro. O curso será ministrado de forma interativa, explorando vídeos curtos, estudos de casos, exercícios de aplicação e outras formas de apresentação dos conceitos, além das apresentações ppt clássicas. Para cada sessão, serão indicados aos participantes, além das apresentações e textos de discussão, artigos ou capítulos de livros selecionados que sejam referências para leituras complementares sobre o tema.

Público Alvo

Profissionais de formação superior em áreas variadas (engenharia, química, biologia, economia, administração e outras) com atuação ou interesse na bioeconomia. Esses profissionais estão de modo geral em empresas (indústria química, petroquímica, biocombustíveis, papel e celulose, petróleo, alimentos, cosméticos), fundos de investimento, instituições de ensino e pesquisa, órgãos de governo, associações envolvidas ou interessadas nos segmentos da bioeconomia. O número de participantes é limitado a 30.

Equipe responsável

José Vitor Bomtempo

É engenheiro químico pela Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1977), mestre em Engenharia de Produção pela COPPE, UFRJ (1984) e doutor em Economia Industrial pela École Nationale Supérieure des Mines de Paris (1994). Fez estágios pós-doutorais na Université Paris IX Dauphine (2000) e na HEC Montréal (2009/2010). Atualmente, é coordenador do Grupo de Estudos em Bioeconomia da Escola de Química/UFRJ, pesquisador associado ao Grupo de Economia da Energia do Instituto de Economia/UFRJ, professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação da Escola de Química/UFRJ, na área de Gestão e Inovação Tecnológica, professor e pesquisador do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento, PPED, do Instituto de Economia, UFRJ. Tem experiência nas áreas de Economia e Administração, com ênfase em Estudos Industriais, Economia e Gestão da Inovação, atuando principalmente nos seguintes temas: bioeconomia, competências para inovar, inovações tecnológicas, indústrias de processos químicos e de energia, estratégias empresariais, estratégias tecnológicas e de inovação.

Flavia Chaves Alves

É engenheira química pela Escola de Química da UFRJ (1999) e doutora em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos, área Gestão e Inovação Tecnológica (2005) pela Escola de Química/UFRJ. Fez estágio pós-doutoral na McGill University, Desautels Faculty of Management (2011/2012). É professor associado da Escola de Química/UFRJ, membro permanente do Programa de Pós-graduação em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos da Escola de Química/UFRJ e pesquisadora do Grupo de Estudos em Bioeconomia da Escola de Química/UFRJ. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia Industrial, atuando principalmente nos seguintes temas: bioeconomia, dinâmica da inovação, competências para inovar e estratégias tecnológicas.

Fabio de Almeida Oroski

É engenheiro químico pela Escola de Química da Universidade Federal do Rio do Janeiro (1998), com 13 anos de experiência, Doutorado em Gestão da Inovação pela Escola de Química/UFRJ (2013), Mestrado em Gestão da Inovação Tecnológica pela Escola de Química/UFRJ (2007) e MBA Executivo de Marketing pela ESPM (2002). Atuou como consultor independente da Gas Energy (consultoria nos segmentos de gás natural e petroquímica) de 2011 a 2012, Gerente de Marketing e Novos Negócios na empresa GPC Química (Synteko) de 2008 a 2011 e como Coordenador de Inteligência Competitiva e Marketing da Riopol (Complexo Gás-químico do Rio de Janeiro) de 2003 a 2007, participando do processo de estruturação da empresa. Especialista em planejamento estratégico, estudos e projeções de mercado, análises de viabilidade de novos negócios, também atuou em empresas como AmBev, Oi e Infoglobo. Atualmente é professor adjunto e pesquisador na Escola de Química/ UFRJ, pesquisador do Grupo de Estudos em Bioeconomia da Escola de Química/UFRJ.

Palestrantes

Thiago Falda, ABBI, Acesso ao Patrimônio Genético

Diretor Técnico da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial (ABBI), possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Londrina (2006) e Doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” - ESALQ/USP (2012). Responsável pela implementação da área regulatória na ABBI, atua na interlocução com governo e representantes do setor produtivo, em discussões de temas técnicos e regulatórios, visando o desenvolvimento de políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento da bioeconomia no Brasil.

Maria Sueli Felipe, CTNBio, Biossegurança.

Graduada em Química pela Universidade de Brasília (1975), possui mestrado em Ciências Biológicas (Biologia Molecular) pela mesma instituição (1978) e doutorado em Bioquímica pela Universidade de São Paulo (1992) e pela University of Manchester Institute of Science and Technology (UMIST- Reino Unido). Dedicada à inovação em biotecnologia no Brasil, foi diretora do Departamento de Políticas e Programas de Desenvolvimento do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), depois de atuar como docente na UnB entre 1980 e 2010, aposentando-se como professora titular.

Coordenou a rede Genoma Centro-Oeste e integra a Rede Nacional do Genoma Brasileiro. Atuou como Diretora de Pós-Graduação e Inovação da Universidade Católica de Brasília. É pesquisadora colaboradora sênior da Universidade de Brasília (UnB) e integrante do Núcleo de Assessores em Tecnologia e Inovação (Nati) do CNPq. Membro da CTNBio representando o MCTI, com indicação da ABDI.

Gustavo de Freitas Morais, Dannemann Siemsen, Propriedade Industrial

Sócio do Dannemann Siemsen desde 1999 e membro do comitê executivo do escritório de Advocacia Dannemann Siemsen Advogados e do Escritório de Propriedade Industrial Dannemann, Siemsen, Bigler & Ipanema Moreira, Gustavo de Freitas Morais é engenheiro eletrônico e advogado, com especialização em Propriedade Intelectual no Franklin Pierce Law Center (EUA).

É professor do Programa de Pós-Gradução Lato Sensu da Direito SP (GV Law), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), assim como da Escola Superior de Advocacia (ESA) da OAB/SP. Gustavo tem ampla experiência em litígios judiciais, negociações de propriedade intelectual, patentes, desenho industrial, direito autoral, proteção de programas de computador, transferência de tecnologia, concorrência desleal, marcas,biodiversidade e conhecimentos tradicionais. Com prática diversificada, representa um grande número clientes nacionais e internacionais de diversos setores.

Gustavo palestra frequentemente em diversos eventos no exterior e é co-autor dos livros:
- Segredo Industrial versus Lei de Acesso à Informação: uma Contradição? (2014)
- Intellectual Property and the Internet: a Global Guide to Protecting Intellectual Property Online (2014)
- ANDA Litigation: Strategies and Tactics for Pharmaceutical Patent Litigators (2012)

Programa

05/05 – manhã – Sessão 1: Visão geral da dinâmica de inovação em bioeconomia.

  • Definições de bioeconomia; uma definição operacional para o caso brasileiro;
  • Bioeconomia como um conjunto de atividades em estruturação;
  • Indústria baseada em biomassa como uma indústria emergente e seus espaços de estruturação: instituições e regulamentações; matérias primas, tecnologias, produtos, estratégias e modelos de negócio;
  • Oportunidades em bioeconomia: biocombustíveis, bioprodutos e biomateriais;
  • Transição de sistemas tecnológicos.

05/05 – tarde – Sessão 2: Matérias-primas.

  • Matéria-prima como fator estruturante da bioeconomia;
  • Desafios para o a estruturação da oferta de matérias-primas renováveis: disponibilidade, confiabilidade, custo e sustentabilidade;
  • Cana de açúcar;
  • Recursos florestais;
  • Resíduos.

17/5–manhã– Sessão 3: Produtos.

  • As alternativas de produtos e seus desafios e dilemas;
  • Drop in e não drop in;
  • Commodities e especialidades;
  • Intermediários e finais;
  • Produtos plataforma e os desafios para o seu desenvolvimento;
  • Utilização eficiente da biomassa;
  • Papel dos end users.

17/05 – tarde – Sessão 4: Tecnologias.

  • Desafios tecnológicos: diversidade e grau de maturidade;
  • As alternativas tecnológicas e os desafios no pré-tratamento e tratamento dos materiais lignocelulósicos;
  • Alternativas tecnológicas na conversão;
  • Rotas bioquímicas, químicas e termoquímicas;
  • Relação entre a natureza da matéria-prima e a tecnologia de conversão;
  • O conceito de biorrefinaria.

26/05 – manhã – Sessão 5: Estratégias e modelos de negócio I.

  • Tipos de empresas envolvidas: startups e estabelecidas de diversas origens;
  • Competências para atuação na bioeconomia e as competências das empresas;
  • Estratégias empresariais em bioeconomia, comprometimento e estratégia;
  • Identificação e captura de oportunidades.

26/05 – tarde – Sessão 6: Estratégias e modelos de negócio II

  • Processo de experimentação em modelos de negócio; descrição e análise dos modelos;
  • Dinâmica dos modelos de negócio;
  • Fontes de financiamento para startups.

02/06 – manhã –Sessão 7: Políticas e Instrumentos de Incentivo à Bioeconomia

  • Políticas de oferta (technology push) e demanda (demand-pull): principais mecanismos e estruturas de apoio;
  • Coerência política e processos de formulação, seleção e acompanhamento;
  • Os casos Estados Unidos e União Europeia
  • Comparação com o caso brasileiro.

02/6 – tarde–Sessão 8.1: Aspectos do ambiente regulatório e institucional I

Acesso ao Patrimônio Genético. Convidado: Thiago Falda, ABBI.

  • Histórico;
  • Principais conceitos;
  • Conselho de Gestão do Patrimônio Genético – CGEN;
  • Funcionamento do novo Marco Legal de Acesso ao Patrimônio Genético;
  • Impactos do desenvolvimento da bioeconomia no Brasil.

02/06 – tarde – Sessão 8.2: Aspectos do ambiente regulatório e institucional II:

Palestra – Propriedade Industrial. Convidado: Gustavo de Freitas Morais, da Dannemann Siemsen

  • Requisitos de patenteabilidade;
  • Matéria patenteável e matéria não patenteável na área de biotecnologia;
  • Importância estratégica do patenteamento na bioeconomia;
  • Diferenças entre países e regiões;
  • Estratégias empresariais e patenteamento.

09/06 – manhã – Sessão 9.1: Aspectos do ambiente regulatório e institucional III:

Palestra – Biossegurança. Convidada: Maria Sueli Felipe, CTNBio

  • Cadeia produtiva da Biotecnologia Industrial;
  • Foco em MGM (Microrganismos Geneticamente Modificados);
  • Biossegurança e normativas para MGM na CTNBio;
  • Cases na CTNBio;
  • Comparativo entre Brasil, USA e Europa.

09/06 – manhã – Sessão 9.2: Panorama dos relatórios internacionais recentes mais importantes.

  • Advancing the Biobased Economy: Renewable Chemical Biorefinery Commercialization, Progress, and Market Opportunities, 2016 and Beyond, BIO, 2016;
  • FEDERAL ACTIVITIES REPORTON THE BIOECONOMY, Biomass Board, USA, 2016;
  • From the Sugar Platform to biofuels and biochemicals; report to European Commission, 2015.
  • Multi-year Program Plan, BETO, DOE, 2015;
  • The New Plastics Economy, WEF, Ellen MacArthur Foundation and McKinsey, 2016;
  • Industrialization of Biology: A Roadmap to Accelerate the Advanced Manufacturing of Chemicals, NAP, 2015;
  • Bioenergy and Sustainability, FAPESP/SCOPE, 2015;
  • An Economic Impact Analysis of the US Biobased Industry, USDA 2015;
  • Diversificação da Indústria Química (capítulo Química de Renováveis), BNDES, 2015.
  • (Esta sessão será atualizada para incorporar novos estudos e relatórios de importância que venham a ser divulgados).

09/06 – tarde – Sessão 10: Workshop de encerramento

  • Discussão interativa das questões centrais da bioeconomia no Brasil. Bases para a elaboração de políticas e estratégias.

Pré-inscrição

Valor total do curso:
R$5.450,00

Participantes indicados pelas entidades realizadoras e apoiadoras:
R$4.900,00

Total de vagas: 30

A inscrição só será efetivada após confirmação de pagamento

PESSOA FÍSICA

Faça a pré-inscrição preenchendo o formulário abaixo.

Após a confirmação da sua pré-inscrição, você receberá um e-mail com instruções para realizar o pagamento diretamente com a ABBI.

Após a aprovação do pagamento você receberá um e-mail de confirmação da inscrição.

PESSOA JURÍDICA

Enviar para o e-mail: bioeconomiaeinovacao@gmail.com a quantidade de inscritos e seus nomes em conjunto com o CNPJ da empresa.

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